No último encontro, o grupo de professores foi dividido em quatro grupos, de acordo com gênero textual pelo qual está inscrito na OLP.
Cada grupo recebeu um texto, o qual foi analisado de acordo com as características do gênero e reescrito.
Artigo de opinião
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| Texto disponível da Revista Na Ponta do Lápis Nº 11, p. 16 |
A
lei erradicou o trabalho infantil?
O mundo
não é tão justo como deveria ser. Mesmo com tantas leis amparando
as crianças, o trabalho infantil continua sendo uma realidade. Isso
também acontece no município de Alto Santo – CE. Aqui, muitas
crianças são submetidas ao trabalho semi-escravo nas cerâmicas.
Elas iniciam a jornada cedinho até o meio dia e à tarde vão à
escola.
Afinal de
contas, o trabalho infantil é prejudicial à aprendizagem?
Isso tudo
é uma grande injustiça. O cansaço maltrata a mente e dificulta
aprendizagem, bloqueando o seu desenvolvimento psicoemocional e
físico.
Por outro
lado, algumas pessoas defendem que as crianças enquanto estão
trabalhando ficam menos vulneráveis ao aliciamento que os leva ao
mundo da criminalidade (drogas, prostituição e violência).
Segundo o
empresário Murilo Tavares, o trabalho inicia a criança numa
profissão, evitando que ela seja mais um desempregado, aumentando
estatisticamente o grupo dos mesmos, ao atingir a maioridade.
Penso
que, a criança necessita brincar, estudar e trabalhar na fase
adulta. O menor que trabalha não se capacita aos melhores empregos e
passa a vida toda ganhando salário miseráveis.
Mesmo
havendo programas sociais como Bolsa escola, Peti e outros que dão
oportunidades para estudar sem trabalhar, algumas famílias continuam
abaixo da linha da pobreza, segundo dados I.D.H, publicado;
dependendo do trabalho dos filhos para aumentar a renda.
Acredito
que a solução seria um emprego digno com salário justo para os
trabalhadores. Assim, teremos crianças bem alimentadas e aptas ao
aprendizado. Quando isso acontecer vivenciaremos uma sociedade
plenamente justa e democrática.
Professores: Rosilene P Tomazini, Cleudenei Guedes S. Varela,
Clarice Hauffe, Marcio R Goes, Claudinei de Oliveira.
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Memórias literárias
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| Texto disponível na Maleta do formador nº 09 |
Alegrias e tristezas em Oriximiná
Quando cheguei aos sete anos na cidade de Oriximiná, as poucas ruas
eram de chão, esburacadas e o acesso a elas se dava através de
caminhos que se espremiam por entre a mata. Hoje, tem tantas ruas
invadidas pelo asfalto que é difícil conferir.
Minha
vida, nessa cidade, foi pontilhada de alegrias e tristezas.
Com quinze anos tive meu primeiro namorado: um rapaz que me flertava
todos os dias e que teve tamanha coragem a ponto de pedir o
consentimento do namoro ao meu pai, que permitiu contanto que
ficássemos debaixo de seus olhos de águia que nos vigiavam de tal
maneira que mal conseguíamos roçar os narizes e brincar com as
mãos.
Mas a alegria foi embora, quando dois anos depois perdi minha mãe
vítima de um infarto fulminante.
Um tempo depois me casei e quando tive minha segunda filha meu marido
nos abandonou deixando-nos a própria sorte nesse mundo de meu Deus.
Com o destino traçado a tragédia novamente bateu a minha porta:
perdi meu pai e fiquei sozinha novamente. Porém, o tempo, parecia
reservar outras coisas para mim, fazendo jus ao ditado de que Deus
fecha uma porta, mas abre uma janela e logo conheci outro homem. Com
ele tive mais dois filhos e minha vida mudou completamente, pois ele
me ajudou a criar as quatro crianças.
Mas como a tristeza é uma constante em minha vida, anos depois
fiquei viúva. Mesmo assim não esmoreci, fui trabalhar como
costureira e continuei minha luta para criar meus filhos com
dignidade.
Hoje, aos setenta e quatro anos, sinto-me uma vencedora por ter
enfrentado as tempestades e correntes traiçoeiras que passaram por
minha vida. Creio que cumpri meu destino. Estou aposentada e continuo
vivendo nesta cidade, que progrediu, cresceu e à noite é um céu
estrelado. Com ela, cresceu também, minha família que me traz
tantas felicidades!
Professoras: Karin, Samaira, Sueli, Marlise, Marilda
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Crônica
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| Texto disponível na Revista Na Ponta do Lápis nº 13, p.19 |
O
velho do chinelo
Em um
sítio bem próximo da cidade de Planaltina, interior de Minas
Gerais, a estrela mais conhecida era “O Velho do Chinelo”.
Todos os
moradores da localidade diziam que ele era velho e azarado, porque
sempre perdia um pé de chinelo.
Um dia,
como outro qualquer, apareceu um jovem no vilarejo, que aguçou a
curiosidade de todos.
Os
moradores ficavam se perguntando:
-Quem é
este jovem? De onde veio? O que faz aqui?
Este era
o assunto principal do momento, passado de boca em boca. Ninguém
sabia, mas ele estava ali para realizar um sonho: Levar “O velho do
Chinelo” conhecer o mar.
Aproximando-se
ele perguntou:
- O
senhor pode vir comigo?
O
senhor, com medo, mas movido pela curiosidade, concordou.
No
caminho para a praia, vê o mar pela primeira vez, seus olhos estão
marejados pelas lágrimas, seu coração transborda de emoção. Mal
o carro chega à beira mar, ele desce e corre para sentir a agua, as
ondas, o movimento, os raios do sol refletidos, o barulho, tudo, tudo
faz parte da realização de um velho sonho, conhecer o mar.
Envolvido
com o momento, perde mais uma vez seus chinelos.
Professoras:
Cristiane
Menegotto
Kelly
G. Amaral
Lessandra
Schmitz
Sandra
Mara da Cruz David



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