Crônica

A ocasião faz o escritor


Muro da solidão

      Bartô estava desconsolado com as atitudes de sua namorada... Na última que aprontou, ficou dias desaparecida e, quando voltou, se sentia meio enjoada, não conseguia comer e ficava constantemente triste.
        - Querida, o que está acontecendo? - Perguntou a sua amada.        
        - É o seguinte. Estava eu passeando pela rua, aquela nossa de costume, Narciso Basso, quando encontrei um velho conhecido e a atração falou mais forte... Tudo aconteceu de forma muito rápida, ele me convidou pra comer macarrão e nos surpreendemos comendo o mesmo fio, um de cada lado, como no filme: A dama e o vagabundo... Assim, sinto comunicar-lhe que estou loucamente apaixonada e não é por você...
         - Não acredito! Quem é esse cachorro que foi capaz de te seduzir, sendo você comprometida comigo?
         - E tem mais... Estou grávida. Acho que são seis...

        Desesperado, Bartô sai vagando pelas ruas da cidade. Depois de um tempo, volta ao local da discussão e, distraído com o planeta Marte que aparecia nitidamente naquela noite, tenta vê-lo melhor subindo num muro... Uivando tristemente ora para a lua, ora para marte, com o rabo entre as pernas, orelhas murchas, escorrega desesperadamente e cai entre o muro e um barranco, ficando então imobilizado... Uiva mais alto para chamar a atenção, em vão...

       Na manhã seguinte, a cadela lê uma notícia no jornal descartado por alguém que, certamente preferiu ver somente a página de esportes, jogando o resto fora: “Cão, preso numa fenda entre um barranco e um muro é resgatado bastante debilitado pelos bombeiros”

       Ela, diante da notícia, olha para Fred, seu novo companheiro, pai dos sêxtuplos, balança sensualmente o rabo e pergunta:

           - Já pensou nos nomes para nossos filhos?

Márcio Rocha
Roseli Correia
Alessandra Basso Cavalheiro
Keller Passos Angeli
Márcio Roberto Goes
Cristiane Zanotti Menegotto
Rosileia Aparecida Lanieski
Rosilene Tomazini
Suely Miozzo Escher
Marlise Aparecida Recalcate
Teresinha Auerbach 

Crônica produzida a partir da manchete Cão preso entre muro e barranco é resgatado pelos bombeiros (Fonte:http://www.cacador.net/portal/Noticias.aspx?cdNoticia=25728&cdNoticiaDivisao=2)


Equipe autora da crônica Muro da solidão
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Emergência

Certa noite estava eu acompanhando minha prima Carol em mais uma de suas crises de mulher grávida e devido ao odor proveniente dos medicamentos do local, acabei por sair pra fumar e me deparei com uma viatura policial na entrada do PA. Então, parei pra refletir por que cargas d'água estaria uma viatura estacionada ali em local onde deveria estar ambulância?
Analisando esse caso, pensei e se fosse meu carro ou de qualquer outro cidadão que paga impostos, cumpre com seus deveres e, quando não cumpre é penalizado por um sistema autoritário, sem direito a explicação, poderíamos nós meros mortais deixar nosso carro estacionado ali?
Diante de tanta indignação entrei porta à dentro querendo uma explicação e para minha surpresa escuto a voz fria que mecanicamente anunciava:
- Atenção capitão Nascimento, a paciente Carol entrou em trabalho de parto e exige sua presença.
Um dia de surpresa me fez descobrir o DNA do priminho que iria nascer. As respostas as minhas indagações é que o capitão era ao pai da criança.

Sandra Mara da Cruz David
Ellen Tibes Alves
Simone Stelzner
Eliane T. M. S. Silva
Cleudenei Guedes dos Santos
Fabieli Camuzzato
Jaqueline Rizzo
Kelly Gonçalves do Amaral
Mônica Rodrigues
Lessandra Carla Schmitz

Crônica produzida a partir da imagem abaixo:




Equipe produzindo a crônica
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A bola
O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.
O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “Legal”. Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa. (…) (Luis Fernando Veríssimo)
Aperta aqui, aperta lá. Nada encontrou nem botão, nem visor, nem som muito menos acesso à internet. Ficou imaginando onde o pai teria encontrado aquele “bagulho”, seria uma herança da pré-história ou um objeto esquecido por algum E.T.
- E agora o que eu faço com isso?
Pensou, pensou, analisou, largou a bola em um canto, para decepção do pai, retornou ao seu tecnológico quarto para jogar on line com seus amigos.


Marilda Lapolli
Karin de Oliveira
Marilena Loss Bier
Clarice Hauffe
Samaira Nunes
Silvana Regert
Mônica Stolz
Silvia Barzotto de Oliveira
         Produção escrita dando continuidade à crônica A bola de Luis Fernando Veríssimo.
 
Grupo durante a produção da crônica

 

2 comentários:

  1. Nosso primeiro encontro foi um conjunto de ações harmonicamente partilhado, com direito à:
    Sair de Timbó Grande abaixo de relâmpagos e trovões...
    Em Caçador?...Chuva fina e calma regando a terra e as mentes...
    Uma mediadora serena, focada... Foi um prazer Liliane.
    Grupo de colegas professores cheios de “qualidades” e “defeitos” querendo trilhar “O Caminho das Pedras”...
    Com especial participação de Marcio Roberto Goes professor e cronista: Grande Exemplo...merecendo “Parabéns”!
    Nossa querida Mestra Clarice Hauffe, com toda a autoridade na área, dividindo conosco “Do outro lado da rua; crônica de sua aluna Eliken Priscila Ribeiro” ...PURA EMOÇÃO!!
    E para concluir nada melhor do que praticar o gênero que norteou nosso encontro escrevendo uma Crônica.
    Mediante tudo isso quero registrar aqui ‘’ A P L A U S O S”!!

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  2. Tivemos nesta quarta - feira dia 09 de abril o curso de formação para a OLP. Foi um cansativo mas, muito produtivo. Foi ótimo trocarmos experiências e sentir essa motivação inicial para começar os trabalhos práticos em sala de aula. Já estou me organizando para começar a aplicar as sequências didáticas sugeridas no material e, estou com a minha cabeça "fervilhando" ideias para fazer com que tudo dê certo.
    Que Deus nos ilumine nessa empreitada!!!

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